9. O alinhamento energético de Fafá de Belém
Foi solicitado em aula que assistissemos o vídeo da Fafá de Belém em suas duas versões: a informal e de caráter improvisado e a versão produzida. A análise entre os dois clipes nos faz refletir muito sobre até qual ponto a arte deixa de ser algo minimalista e representativa e passa a ser algo "brega", beirando a tosquidão.
Sendo sincera, eu não desgostei do segundo vídeo. Achei interessante a ligação da encenação com a música, quando Fafá faz seus passos de "Skin care" ele demonstra um auto cuidado que se liga com o conselho que ela traz na letra da música, de "Respira, aprende a respirar. Se tu só pira, mas não respira, não vai dar". Porém a versão produzida acaba sendo meio grotesca, provavelmente porque Fafá de Belém não participou da criação do cenário e roteiro da cena, ficando, assim, um pouco forçada na cena. A atuação dela me lembrou um pouco aquele momento em que você está sendo fotografado pela mãe e fica super constrangido porque ela pede pra fazer uma pose forçada.
Vendo então a versão #Fafáemcasa percebemos o quão envolvida com a música ela está, a atuação dela é com a alma, ela faz os movimentos de acordo com o que sente da letra da música, é algo muito mais intuitivo. Acredito que é isso que traz a atenção dos que a assistem.
Em relação ao cenário do vídeo produzido, o que ele quer passar? Remeter a algo distruído? Acredito que em um clipe tudo conta, desde roupas, cenários, movimentos; tudo é muito representativo no que o cantor quer passar na sua música. Por isso não achei a escolha do cenário tão adequada, é algo muito mais visual que significativo.
Enfim, não sei nem se vocês queriam que fizessemos um post sobre, mas aqui está ele. :)


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