3. Texto de Flusser: animação cultural

Olá, enquanto eu lia o texto de Flusser fiz um breve texto sobre as informações que achei importante e as minhas definições a partir do que entendi. Em uma segunda parte, fiz um breve comentário sobre minhas impressões e reflexões depois de ler o texto. 

A mesa redonda, como a oradora de um grupo de trabalho sobre a Declaração dos Direitos Objetivos, traz uma discussão sobre a relação objeto-humano no mundo. Pensamos nos objetos como mera parte da nossa vida, feita por nós e para nós, como se estes não fossem tão importantes para definir o que somos e onde estamos. Ela sugere que a humanidade tem se assumido como se fosse objeto (mostrando que estes são superiores) por sempre prezar pela objetividade e desprezar a animalidade, que é o que literalmente nos faz humanos, o que traz até um paradoxo...
 É interessante o fato de que eles, como objetos, assumem a posição primordial em relação às ações que os homens dizem ter conquistado até hoje. Falamos que nós conseguimos evoluir graças a tecnologia INVENTADA PELO HOMEM, quando quem nos permitiu que isto acontecesse foram os objetos. 
Na última parte do texto, a mesa faz citação aos triunfos conquistados pelos objetos na cena política, ao ler essa parte não pude deixar de me recordar da imensa mudança que a tecnologia proporcionou ao mundo nos últimos anos, com a eleição de Trump, e aqui no Brasil, com a eleição do Bolsonaro, mostrando mais uma vez como que há a interferência dos objetos sobre tudo. 
Ao citar a relação entre cultura e objeto, a mesa redonda percebe a importância atribuída aos seres-objetos a partir dos valores humanos concebidos pela subjetividade. Esse traço restante da animalidade, valoração, é um limitante ao pleno exercício das atribuições dos objetos e de sua progressão enquanto seres superiores.
Nesse sentido, é necessário abandonar tais resquícios de humanidade, para que se quebre a perspectiva padrão reforçada pelos humanos e que seja, enfim, iniciada a digna insurreição dos objetos.
A realização de que o objeto é que faz a vida do ser humano girar é importante, eles são os programadores ou animadores, como citado pelos próprios, e a decisão dos objetos de permanecer, de forma filantrópica, como os mentores dos rumos das vidas da humanidade, foi a cartada final.


Esse texto abriu caminho para uma reflexão muito séria pra mim. Querendo ou não, a nossa vida está rodeada de objetos que a fazem ter algum significado. Lembro-me de quando minha vizinha resolveu se tornar freira, eu fiquei me perguntando “nossa, mas como ela vai conseguir ficar sem o celular/roupas/maquiagem?” e percebo a importância que esses objetos têm na minha vida e felicidade. Logo no início do texto, a mesa redonda cita que nós, humanidade, achamos que os objetos são criados para nos servir, e eu percebo o quanto isso é ao contrário... Eu sirvo a ele, eu dependo dele para alcançar a minha humanidade, a minha felicidade. E isso é muito grave, né? 
É muito grave pensar no quanto os nossos sentimentos e ações dependem meramente de pedaços de plástico e componentes...
Enfim, espero que possam ter compreendido o que quis dizer nesse breve comentário.

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