4. Minha coleção de casinhas e a animação delas

Depois que terminei de ler o texto durante a aula, confesso que pensei: mas e ai? qual a função que uma coleção de casinhas tem na minha vida? por que isso mudaria algo pra mim? 
Agora, ao refletir um pouco sobre essas miniaturas, apesar de estarem abandonadas há alguns anos, vejo sentido no que elas foram e são pra mim. 
Essa casinha na foto foi, na minha infância, um dos meus brinquedos favoritos. Apesar de não ser tão divertida assim e nem ter uma função além da decorativa, eu sempre gostei de ficar com ela em mãos, sentindo a cerca e os relevos das plantinhas, gostava de criar histórias sobre o que poderia haver dentro dela... A função dela quando eu era pequenininha foi me divertir, ela me deixava calma e me distraia, junto com a minha humanidade (que era inventar as historias que ela poderia ter), mas além disso, acredito que ela me trouxe algo muito maior.
Não sou muito fã de falar em predestinação de nada, não é algo que acredito tanto. Mas ao ver o que me tornei hoje, acredito que essa simples casinha teve um significado enorme pra mim. A partir dela que comecei a olhar casas na rua e pensar “como será que é dentro? o que será que fazem ai?” (confesso que é algo que não costumo fazer mais, mas que fez parte da minha infância) e acredito sim que isso me estimulou a ter uma fissura maior por esse tipo de coisa, e que pode ter me trazido até aqui, a cursar arquitetura e urbanismo.

Então, ao pensar como minha casinha, logo penso:
Eu posso ser uma simples miniatura, mas eu sou muito importante pra Amanda, eu brinquei com ela quando criança, fui motivo de muitas risadinhas, eu fui muito bem cuidada por ela, permaneço sem nenhum arranhão até hoje, eu moldei uma parte dos pensamentos dela, fiz ela criar certa afeição por semelhantes (porem enormes) a mim. Fui eu que afetei diretamente o destino dela, eu tracei todo o destino, ela depende de mim, mesmo que intrinsicamente.


Comentários

Postagens mais visitadas